Quando pensamos em um projeto de cercamento, é comum concentrarmos a atenção apenas na escolha do gradil ou da tela que será utilizada. Porém, o portão também faz parte desse sistema e precisa entrar no planejamento desde o início.
Por ser o principal ponto de entrada e saída de pessoas e veículos, o portão exerce uma função importante na segurança perimetral. Por isso, quando planejamos o portão junto ao cercamento, conseguimos criar uma solução mais segura, funcional e adequada às características de cada projeto.
No conteúdo publicado anteriormente, mostramos como escolher o portão ideal para o seu sistema de cercamento. Agora, vamos entender por que pensar nesses dois elementos em conjunto pode fazer diferença no resultado final.
Para aprofundar esse assunto, o Fellipe, Diretor de Obras da Gradisa conversou Weslley, Diretor Comercial da Gradisa ambos compartilharam suas experiências e os principais pontos que devem ser considerados na definição de um projeto integrado.
Confira na íntegra o bate-papo entre eles.
Fellipe: Quando um cliente procura a Gradisa, por que é importante pensar no portão e no cercamento juntos, e não separadamente?
Weslley: Porque o portão faz parte do sistema de cercamento. Não adianta ter um excelente fechamento perimetral se o principal ponto de acesso não foi dimensionado corretamente.
Quando pensamos nos dois juntos, conseguimos entregar uma solução mais segura, funcional e visualmente integrada ao projeto.
Fellipe: Na prática, o que muda quando um projeto é pensado de forma integrada?
Weslley: Muda praticamente tudo. Conseguimos definir desde o início alturas, alinhamentos, vãos, pilares, sentido de abertura, tipo de portão e pontos de acesso.
Além disso, esse planejamento reduz adaptações durante a obra, melhora a instalação e deixa o conjunto muito mais funcional.
Fellipe: Além da segurança, quais outros benefícios essa integração oferece ao cliente?
Weslley: Organização, estética, durabilidade e praticidade.
O cercamento fica visualmente uniforme, enquanto os acessos ficam posicionados de acordo com a operação do cliente. Dessa forma, todo o conjunto trabalha de maneira mais eficiente.
Além disso, o planejamento adequado pode reduzir a necessidade de manutenção e evitar improvisações futuras.
Fellipe:Existe um tipo de portão ideal para cada projeto de cercamento? Como essa escolha é feita?
Weslley: Sim. Não existe um único portão ideal para todos os projetos.
Podemos trabalhar com portões de correr, de abrir, pedonais, maiores acessos para veículos e outras configurações. A escolha depende principalmente do espaço disponível, da frequência de utilização, do tamanho do vão, do fluxo de veículos ou pessoas e do nível de segurança necessário.
Por isso, antes de definir o modelo, precisamos entender como o cliente utilizará aquele acesso no dia a dia.
Fellipe: Quais fatores vocês analisam antes de indicar a melhor solução para um cliente?
Weslley: Nós analisamos o objetivo do cercamento, o perímetro, o tipo de terreno, o fluxo de pessoas e veículos, as dimensões dos acessos, a frequência de utilização, o nível de segurança esperado, as características da obra e também possíveis expansões futuras.
Além desses fatores, precisamos entender como o sistema funcionará na rotina do empreendimento. A solução precisa funcionar não apenas no desenho, mas principalmente na operação do cliente.
Fellipe: Na sua experiência, qual é a principal dúvida dos clientes quando falamos de portões e cercamentos?
Weslley: Normalmente, a primeira dúvida envolve o equilíbrio entre segurança, durabilidade e investimento.
Nosso papel é justamente entender a necessidade real do projeto para não superdimensionar nem subdimensionar a solução.
Afinal, cada empreendimento possui características próprias. Por isso, precisamos avaliar o cenário como um todo antes de indicar a melhor alternativa.
Fellipe: Você consegue compartilhar um exemplo de um projeto em que essa integração fez toda a diferença?
Weslley: Isso acontece principalmente em indústrias, centros logísticos e grandes empreendimentos, onde existem diferentes fluxos no mesmo perímetro.
Quando projetamos o cercamento, os acessos de veículos, os acessos de pedestres e os portões de maneira integrada, conseguimos organizar melhor toda a circulação e eliminar adaptações posteriores na obra.
É um detalhe que parece simples no começo, mas faz muita diferença no resultado final.
Fellipe: Para quem está planejando um novo empreendimento, qual é o seu principal conselho na hora de escolher o cercamento e o portão?
Weslley: Planejar essa etapa o quanto antes.
Não devemos deixar o cercamento e, principalmente, os acessos para o final da obra. Quanto antes conseguimos analisar o projeto, maior é a possibilidade de encontrar uma solução tecnicamente correta, econômica e integrada ao empreendimento.
Além disso, o planejamento antecipado permite identificar possíveis interferências e tomar decisões importantes antes da fabricação e da instalação.
Fellipe: Como a Gradisa ajuda o cliente a encontrar a melhor solução para cada projeto?
Weslley: Primeiro, nós entendemos a necessidade do cliente e as características do projeto.
A partir disso, nossa equipe avalia tecnicamente o cercamento, os acessos e os portões para indicar a solução mais adequada.
A Gradisa possui fabricação própria e diferentes soluções de cercamento e portões. Por isso, conseguimos olhar para o projeto como um conjunto e não simplesmente como produtos separados.
Nosso objetivo é entregar uma solução que funcione na instalação, na operação e ao longo dos anos.
Conclusão
A integração entre portão e cercamento vai muito além de uma questão estética. Ela envolve planejamento, segurança, funcionalidade e adequação à rotina de cada empreendimento.
Como vimos na entrevista, definir esses elementos em conjunto desde as primeiras etapas do projeto permite antecipar decisões importantes, reduzir adaptações durante a obra e criar uma solução mais eficiente para o uso diário.
Além disso, cada empreendimento apresenta características próprias. Seja em uma indústria, centro logístico, condomínio, escola, hospital ou empreendimento comercial, precisamos considerar os acessos, o fluxo de pessoas e veículos, o espaço disponível e as necessidades específicas do local.
Por isso, pensar no cercamento e no portão como partes de um mesmo sistema ajuda a encontrar uma solução mais segura, funcional e adequada ao projeto.
Participantes:
Weslley – Diretor Comercial
Fellipe – Diretor de Obras
GRADISA